Por que o processo é o coração do negócio?

Processo de Negócio

Transcrição do Vídeo

Aqui é Valdinei Santana. Eu sou consultor, mentor e conselheiro em novos modelos de negócios. A transcrição contém ajustes e correções no conteúdo original do vídeo.

Competência Digital

Nas últimas 3 décadas, eu tenho trabalhado com projetos de mudança organizacional. Mudanças em pequenas, médias e grandes empresas. A essência das mudanças organizacionais envolvem, normalmente, a criação de uma competência digital. Treinar as pessoas para usar essa competência. Treinar as pessoas nos processos que usam tecnologias.  Esse conjunto de tecnologias, processos e pessoas é que forma a competência digital.

Processos como coração do negócio

Hoje, em específico, escolhi o tema do processo de negócios… Processo como sendo o coração do negócio. Por que?  Porque sem processo, não tem negócio! Simples assim. É o processo que agrega valor para entregar o melhor produto ou serviço para o cliente. Mas o que é o processo?

Você pode escutar diferentes definições dependendo do tipo de empresa onde trabalha a pessoa para quem você está perguntando. Se você perguntar para uma startup, uma empresa de pequeno/médio porte ou em uma uma grande empresa talvez em uma resposta seja um pouco diferente. Procurei sintetizar aqui um pouco do que foi a minha experiência trabalhando com pequenas médias e grandes empresas ao longo da minha carreira profissional.

Pequenas Empresas

No começo da minha carreira, quando trabalhei com um pequenas empresas por mais de 5 anos, normalmente com tecnologias da TOTVS, nós trabalhávamos com esses dois níveis: processo e atividades. Nesses casos, processo era percebido como um conjunto de atividades. Quando implementávamos um processo, ficava nesse nível de percepção: processo e atividades.

Conforme foi mudando o porte de empresas em que eu trabalhava, mudava a visão do que era o processo e qual o contexto desse processo. Quando comecei a trabalhar com grandes empresas, a visão do processo se ampliava indo desde a cadeia de valor até a atividade.

Grandes Empresas

Muitos funcionários dentro das grandes empresas não enxergam todas as engrenagens dentro da organização. Muitos funcionários trabalham orientados por tarefas, que são pedacinhos de uma atividade que compõem um determinado o processo.

Por 15 anos, trabalhei com esses escopo desde cadeia de valor até o processo, incluindo a cadeia externa na conexão com fornecedores/clientes e a integração dos processos internos também.

Nos últimos anos, eu tenho trabalhado bastante aspectos de inovação e de novos modelos de negócios. Na inovação em novos modelos de negócios, nós olhamos de cima para baixo: desde o ecossistema, passando pela rede de valor e a cadeia de valor externa, redesenhando novas cadeias de valor internas.

Visão Estratégica e Simplicidade

Podemos ter uma visão estratégica, gerencial ou operacional do processo de negócio. Se analisarmos a visão gerencial, podemos ter uma visão simples do processo de negócio. Eu gosto da visão simples.  Aliás, eu gosto bastante de uma frase do Leonardo da Vinci sobre isso:

“A simplicidade é o último estágio da sofisticação.”

A parte boa da simplicidade é que podemos usar como ferramenta de trabalho no nosso dia a dia. O SIPOC é uma visão bastante simplificada do que seja um processo de negócio.

SIPOC = Supplier (o fornecedor), Input(informações, formulários, documentos, interfaces de dados, …), 

Process (processamento como um conjunto de atividades), Output (pode ser um produto, um serviço, documentos ou informações) e Customer (cliente que recebe o produto ou serviço).

O fluxo do processo vai da esquerda para a direita, do fornecedor para o cliente agregando valor.

Na visão gerencial de processos, podemos também entender o contexto do processo como pertencente a um macroprocesso e um cenário. Por exemplo, o processo de compras pode ser executado em diversos cenários: cenário de compra material de consumo, compra de ativos, compra de importados, compra de componentes,  e até compra de serviços. São diferentes cenários do mesmo processo.

Do ponto de vista interno da empresa temos os processos principais, que agregam valor produto ou serviço. E temos também os processos de apoio.

Processo é o coração do negócio

Por quê digo que o processo é o coração do negócio?

Imagine uma grande empresa como uma coleção de processos. A decisão clássica de “make-or-buy” pode ser aplicada a qualquer processo da empresa.  Se a decisão for “make”, a empresa vai executar o processo com recursos próprios. E se a decisão for “buy”, o processo será terceirizado.

Se ela decidiu terceirizar, é porque aquele processo pode virar outro negócio.

Ou seja, todo processo de uma grande grande empresa é potencialmente um “outro negócio”.

 Principalmente se esse outro negócio entregar o valor agregado por um custo mais baixo.

Business Hacking

Existe uma última visão que é mais estratégica na hierarquia de processos. Uma visão top-down que possibilita fazer o Business Hacking.

Para realizar o Business Hacking, evite olhar apenas a cadeia de valor externa.

A cadeia de valor externa é aquela que conecta o fornecedor do fornecedor com o cliente do cliente até chegar no consumidor final passando por canais e distribuidores diretos/indiretos tanto do mundo físico, quanto do virtual.

Essa é uma visão mais estratégica, da cadeia de valor externa. Mas o que tem acontecido?

As cadeia de valor têm sido quebradas, eliminando intermediários… Dando origem a parcerias conectadas no ecossistema gerando uma Rede de Valor.

Ou seja, recomendo práticas de Business Hacking para explorar a Rede de Valor (dentro do ecossistema) para realizar o trabalho junto com o cliente. Não só a necessidade do cliente, mas a experiência do cliente (CX – Customer Experience).

O processo não deve ser desenhado da esquerda para a direita (do fornecedor para o cliente). 

Deve ser desenhado da direita para a esquerda partindo das necessidades, da experiência do cliente na sua jornada para então desdobrar para produtos, processos e inputs de entrada necessários. Ou seja:

O design do processo vem do cliente para output, do output para o processo, do processo para o input e do input para os fornecedores. 

Essa seria a sequência mais adequada para se trabalhar práticas de Business Hacking para Novos Modelos de Negócios.

Hackeando a Rede de Valor, explorando a experiência do cliente, para então fazer o redesign do processo da direita para esquerda.

Se você não hackear o seu próprio negócio, vai surgir um concorrente digital e conquistar o seu cliente.

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Valdinei.Santana

Destaca-se como pesquisador, consultor de negócios, palestrante, conselheiro, mentor e facilitador em NOVOS MODELOS DE NEGÓCIO.

Já prestou consultoria para melhorar a gestão em empresas como BOTICÁRIO, FORD, MARCOPOLO, RANDON, RENAULT, TIGRE, VIVO, VOLVO entre outras. Foi reconhecido pela SAP, empresa líder mundial em aplicativos para gestão, como Visionary Member.

Nos últimos anos Valdinei Santana tem atuado como ponte entre startups e empresas em transformação.

É mentor em várias startups que desejam ser scale-ups aumentando a tração de vendas e o nível de governança de gestão. Também é consultor em empresas em transformação na criação e teste de novos modelos de negócios digitais.

Atua em parceria com empresas de consultoria, gestão, design, inovação e empreendedorismo como: Distrito, Haze, SEBRAE, HiMarket, Evolve MVP, Founder Institute, entre outras...

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