É possível conciliar Lucro com Propósito?

Lucro e Propósito

É possível conciliar lucro e propósito desde que exista uma liderança consciente com propósito inspirando o “novo lucro admirado”.

Transcrição do Vídeo

Seja bem-vindo! Aqui é Valdinei Santana. Eu sou consultor, mentor e conselheiro em novos modelos de negócio. A transcrição abaixo contém correções, melhorias, incrementos e ajustes no conteúdo original do vídeo para tornar a linguagem menos informal e o texto mais coerente com o eBook.

O mercado demonstra que as empresas estão em transformação. E um grande motivo dessas transformações vem da nova geração. A nova geração exerce pressão nas organizações por mudanças organizacionais. A pressão da nova geração pode ser interna, como força trabalho. E também pode ser externa, como nova classe de consumo.

A pressão é muito maior como classe de consumo. Os jovens que chegam ao mercado também formam uma nova liderança. Uma liderança muito mais consciente em termos de sustentabilidade.

Se você perguntar um jovem se ele prefere trabalhar em uma empresa que tem forte propósito ou que seja muito focada no lucro, a maioria dos jovens dirá que prefere trabalhar em uma empresa com forte propósito.  Por quê? Porque está se formando essa nova liderança que procura alinhar vocação com propósito.

A nova geração começa a assumir posições de liderança nas empresas. É uma liderança muito mais consciente do que a liderança anterior. Essa liderança consciente começa a forçar, de dentro para fora, as organizações em relação à propósito, enquanto força de trabalho. E de fora para dentro, enquanto classe de consumo.

E se você chegar para conselheiros e para investidores de empresas… O que eles preferem? Lucro ou propósito? A priori, não se pode afirmar que eles preferem o lucro pelo lucro.

Lucro Admirado

André Caldeira, atual Coordenador Geral do capítulo Paraná do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) fez uma associação em entre propósito e lucro. André chamou esse lucro de “lucro admirado” em uma de suas palestras.

Normalmente, os jovens têm a ilusão de que podem conseguir fazer mudanças nas organizações no sentido bottom-up. Mas, a realidade é que as mudanças mais significativas que realmente acontecem nas organizações, com poder para fazer a transformação, são top-down. Existem práticas de gestão do conhecimento que incentivam a gerência intermediária em transformações chamadas middle-up-down que também funcionam melhor que apenas bottom-up.

Levar questões relacionadas com “lucro admirado” para as pautas em conselhos de administração é um grande incentivo para transformações top-down alinhadas com propósito.

A nova geração está gerando líderes mais conscientes que trabalham bem as questões relacionadas com o “propósito”. Tanto de dentro da organização, quanto fora como classe de consumo.

Organizações que têm propósito geram o lucro admirado. Os conselhos de administração começam a deliberar inspirados pelo lucro admirado e isso força a existência de propósito e uma conseguente transformação top-down na organização.

P&D não é inovação. Novo lucro é inovação.

Existe muita confusão entre empresários, consultores, gerentes, diretores e acadêmicos sobre invenção e inovação. Nem toda invenção é uma inovação.

Para separar os conceitos, imagine dois funis: um funil de “P&D” e um funil de “inovação”. P&D vem de Pesquisa e Desenvolvimento. Na boca do funil de P&D coloca-se dinheiro ($). Ou seja, o investimento para gerar “novos conhecimentos” (knowledge). Novos conhecimentos que podem ter sua propriedade intelectual protegidos ou não.

A inovação utiliza o novo conhecimento com insumo. Alguns desses “novos conhecimentos” se transformam novamente em dinheiro ($). Ou seja, no funil de inovação gera-se o “o novo lucro”. No caso, se, e somente se, esse negócio tem um propósito transformador: “o novo lucro admirado”®. 

Esse é o sonho compartilhado! Para melhorar as práticas de gestão e os resultados de inovação, é necessário desenvolver a liderança. Uma liderança mais consciente trabalha propósito social em busca do novo lucro admirado ®. Parece utopia? É possível transformar esse sonho em  realidade? Yes! We can…

É possível transformar esse sonho da busca do novo lucro admirado no processo de transformação das organizações. O principal exemplo concreto no mercado dessa mudança é o mercado financeiro de crédito. Os bancos são organizações milenares que sempre tiveram, na percepção dos consumidores, o objetivo do lucro pelo lucro.

Percebe-se esse movimento nos grandes bancos brasileiros: Itaú e o Bradesco. As iniciativas de criação e operação do Cubo e do Inovabra, respectivamente pelo Itaú e Bradesco são exemplos bem sucedidos de integração com o ecossistema de inovação. É evidente que ainda são bancos são negócios do século passado, burocráticos e lentos na própria mudança interna e na conexão com seus clientes. Mas a concorrência não espera! A agilidade do Santander e a infinidade de soluções de fintechs desafiam o status quo em vários pontos fragmentados do mercado.

O mercado das Fintechs

Estão surgindo novos bancos digitais devido a esse movimento de regulamentação, renovação e inovação do setor bancário: as fintechs. Com destaque para alguns bancos: O Banco Neon, banco Inter, o Nubank e outras Fintechs como o PicPay, por exemplo. O Nubank conseguiu desenvolver uma marca poderosa que se conecta emocionalmente com a nova classe de consumo formada por jovens de classes mais altas.

As novas marcas procuram criar conexões emocionais. Quando os consumidores sentem-se representados pelas marcas, a conexão emocional gera fidelização.  As novas marcas trazem novo significado, um branding diferenciado quando consegue conectar propósitos com impactos sociais. Se os novos bancos estão conseguindo essa conexão emocional, é provável que muitos outros negócios também se desenvolvam nesse sentido.

Banco ético

Não são apenas esses bancos que estão no mercado trabalhando com inovações. O Triodos Bank é um banco de origem holandesa. Na Espanha é dirigido por Joan Melé que esteve no Brasil para várias palestras demonstrando que banco também pode ser ético e despertar as pessoas para a consciência na uso do dinheiro.

Se existe banco ético, o  que é o banco não ético? Que questões os poupadores deveriam se fazer antes de deixar seu dinheiro no banco?

Onde esse banco investe o dinheiro do saldo da sua conta quando você pede para aplicar em fundos?

O que é esse fundo? Tem transparência sobre para onde vai seu dinheiro?

Será que o banco não está usando o seu dinheiro para o comércio de armas? Para especulação financeira?

E você? Você já pensou no seu próprio comportamento quando coloca o dinheiro no banco? Pede para seu gerente: “Olha, eu quero um fundo de investimento.” Como você pede para seu Gerente do Banco? Pede mais rentabilidade e mais rentabilidade? Ou você está preocupado com o que você está financiando e pergunta…

Em que fundo você está investindo meu dinheiro? O que que esse fundo está financiando? É uma consciência do que o seu dinheiro está financiando. Como o seu dinheiro trabalha é responsabilidade sua. É necessário desenvolver a consciência do uso do dinheiro: tanto para consumo, quanto para investimentos.

O fato é que… Liderança consciente trabalha propósito alinhado com vocação. Propósito começa a trabalhar, dentro das organizações, a busca do novo lucro admirado. As empresas estão em transformação. Uma transformação de negócios, uma transformação que pode ser consciente, uma transformação digital.

Se você não hackear o seu próprio negócio, vai surgir um concorrente digital e conquistar o seu cliente.

Para saber mais…

Banco Tríodos

Joan Melé no Brasil

Business Hacking

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Valdinei.Santana

Destaca-se como pesquisador, consultor de negócios, palestrante, conselheiro, mentor e facilitador em NOVOS MODELOS DE NEGÓCIO.

Já prestou consultoria para melhorar a gestão em empresas como BOTICÁRIO, FORD, MARCOPOLO, RANDON, RENAULT, TIGRE, VIVO, VOLVO entre outras. Foi reconhecido pela SAP, empresa líder mundial em aplicativos para gestão, como Visionary Member.

Nos últimos anos Valdinei Santana tem atuado como ponte entre startups e empresas em transformação.

É mentor em várias startups que desejam ser scale-ups aumentando a tração de vendas e o nível de governança de gestão. Também é consultor em empresas em transformação na criação e teste de novos modelos de negócios digitais.

Atua em parceria com empresas de consultoria, gestão, design, inovação e empreendedorismo como: Distrito, Haze, SEBRAE, HiMarket, Evolve MVP, Founder Institute, entre outras...

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